É com alegria que voltamos ao Rio Grande do Sul para realizar nosso principal encontro anual. De início, gostaria de agradecer à equipe organizadora pela disposição na preparação desse evento. Estendo a saudação aos patrocinadores, que confiam em nossas atividades, e ao público presente.
Teremos ao longo dos próximos dias uma intensa troca de informações. Compartilharemos conteúdos fundamentais para que entidades e empresas sigam evoluindo.
Isso é muito bom diante dos desafios vividos hoje em dia. Um deles é fortalecer a imagem institucional do calcário, que integra a lista de produtos que permitiram ao Brasil se tornar a principal potência global do agronegócio em pouco mais de 40 anos.
Agora, precisamos levar aos agricultores a mensagem de que podemos ser melhores. No Brasil, o consumo anual de calcário está próximo de 60 milhões de toneladas, quando o correto seria de pelo menos 80 milhões.
Muitas vezes, investimos em novas áreas de plantio, quando poderíamos aumentar a produtividade das culturas existentes com uma providência simples: aplicar calcário, um produto abundante e de custo acessível.
O principal trabalho das mais de 400 empresas do nosso segmento em todo o país está basicamente em disseminar o uso do calcário entre os produtores que negligenciam essa etapa importante na correção da acidez do solo.
Mas também devemos atuar fortemente em favor da revisão das dosagens de corretivos aplicadas. A Abracal realizou recentemente duas edições do Fórum sobre Corretivos de Solo, e os pesquisadores foram unânimes em dizer que as recomendações de calagem precisam ser ampliadas.
Isso traria colheitas mais produtivas, ampliaria a lucratividade dos negócios e ajudaria no enfrentamento das mudanças climáticas.
Nesses e em outros desafios, contem com a indústria brasileira de calcário agrícola.
Muito obrigado!
João Bellato Júnior
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal)
Trecho do discurso proferido na abertura do Enacal 2025, em Restinga Sêca/RS.
